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Santa Catarina: terceiro maior resultado da história em exportações de carne de frango

A avicultura catarinense recuperou o crescimento no mercado internacional e acumulou US$ 1 bilhão de faturamento com os embarques de carne de frango nesse ano, levando assim, o título de segundo maior exportador nacional do produto. Ao longo de 2021, foram mais de 583,7 mil toneladas vendidas para centenas de países. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

Já para as exportações brasileiras de carne de frango do país em geral, conseguiram fechar o mês de julho com 424,4 mil toneladas embarcadas, número 16,4% superior ao alcançado no mesmo período de 2020, quando foram exportadas 364,6 mil toneladas - segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A ABPA, ressalta que este é o melhor resultado mensal de 2021 e o terceiro maior da história do setor produtivo.

"Esses números demonstram a pujança do agronegócio de Santa Catarina. A carne de frango é o principal produto da pauta de exportações catarinense e a avicultura um dos grandes motores da nossa economia. O setor produtivo de Santa Catarina segue cumprindo a sua missão de produzir alimentos de qualidade para alimentar o mundo", salienta o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva. 

O último registro de receita mensal de exportações do setor acima de US$ 700 milhões ocorreu em julho de 2018. Em receita, as vendas de carne de frango somam em julho US$ 739,2 milhões, número 48,4% superior ao alcançado em julho de 2020, chegando a US$ 498,2 milhões. Levando em conta os sete primeiros meses de 2021, as vendas de carne de frango alcançaram 2,668 milhões de toneladas, número 7,98% superior ao embarcado em 2020, com 2,471 milhões de toneladas.

“Com mercados de alto valor agregado ocupando os primeiros postos entre os principais destinos, houve uma forte elevação no resultado final das vendas de julho, com impacto direto no saldo do ano. Neste contexto, houve o natural repasse dos custos de produção, que tem impactado os preços da proteína animal não apenas do Brasil, mas também no mercado internacional”, estima o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Dentre os principais mercados importadores, quem se destacou foi a China, com 63,1 mil toneladas exportadas em julho, número 4,5% maior do que o exportado no mesmo período de 2020. Quem ocupou o segundo lugar, foi o Japão que conseguiu importar 35,7 mil toneladas (+2,6%). Em terceiro lugar, assumiu os Emirados Árabes Unidos que importaram 34 mil toneladas em julho (+75,7%). No quarto posto, a África do Sul importou 24,6 mil toneladas (+36%).

Outro dado importante, em receita, o resultado acumulado nos sete primeiros meses de 2021 totalizou US$ 4,216 bilhões, número 15,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, com US$ 3,642 bilhões. “A recuperação econômica de diversos países importadores e o aumento substancial no número de pessoas vacinadas contra a Covid no mundo tem colaborado para os volumes alcançados nos últimos meses. A tendência é de volumes altos nas exportações até o final do ano neste contexto”, avalia o diretor de mercados, Luis Rua.

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